10 Dezembro 2009
A quinta característica da Nossa Cultura
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É muito gratificante fazer parte desta egrégora!! Um grupo que impulsiona à evolução e ao aprimoramento. A cada dia sou completamente grata pelo privilégio da descoberta desta filosofia de vida. E mais do que isso, a cada experiência, a cada vivência, a cada sádhana sou mais grata àqueles que me antecederam nessa linha sucessória.
Não é à toa que uma das minhas aulas preferidas é exatamente essa, a linha sucessória. Tão simples como:
SHIVA ----------------------------------------------------------------------------------- VOCÊ
E tão expressiva!
Por isso todos os dias agradeço ao meu querido monitor, Prof. Charles Maciel, por ter me aceitado sob sua tutela, por me corrigir, me orientar.
Todos os dias agradeço com o coração pleno de carinho, amor, sinceridade e entusiasmo ao meu supervisor, DeRose, por ter me aceitado como parte da sua família. E por me dar conhecer a noção de uma hierarquia linda, legítima, respeitada e honrada. Para mim, um elo inquebrantável que nos une.
Uma grande vida me foi dada, mas é através desta visão que me apresentaram que posso desfrutá-la cada vez mais.
Quero ser cada vez mais digna de receber seus ensinamentos e de representar a Cultura DeRose.
Quero ser cada vez mais digna de transmiti-la com a firmeza que for necessária para formar verdadeiros guerreiros!
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08 Dezembro 2009
Pránáyáma, por Lara Mota Pinto

Tal como dificilmente poderemos entender o prazer de rir sem motivo perto de alguém que amamos, ou as borboletas na barriga quando saltamos de um avião, ou a magia do nascer do sol por trás das árvores ao som dos passarinhos, não há melhor forma de entender o pránáyáma que não seja fechar os olhos e lançar-se dentro de si mesmo.
Fecho os olhos e no conforto de estar firmemente sentada, deixo que o polegar e o indicador se toquem delicada mas decididamente. Deixo-os trilhar esse caminho que de tão sulcado já se tornou magnético e quase posso ouvir o “clack” das duas epidermes a fecharem um vórtice. As minhas pálpebras acomodam o escuro dos meus olhos e o canto dos lábios ergue-se subtilmente adivinhando o prazer do mergulho dentro de mim.
Mergulho dentro de mim! Saboreio a paz de me encontrar só comigo, de saber que nada mais além de mim e do ar que me rodeia faz falta para dar magia a este momento. Entrego-me ao aqui e agora. Tomo consciência de algo que acontece desde sempre, o ar a entrar dentro de mim. Percebo a subtileza ao tocar as minhas narinas e inspiro desta vez absolutamente atenta a cada detalhe. Primeiro, o abdomen desloca-se para fora e quando o último dos centímetros dele estiver preenchido, as costelas afastam-se. E apesar de já parecer ter excedido a quota possível, a parte superior do peito ainda aumenta permitindo que mais energia fique dentro de mim.
Preenchida até ao último dos alvéolos apercebo-me de como é bom, como é imenso o prazer de trazer prána, essa energia que paira suspensa em torno e que transforma as minhas células em milhões de sóis. Deixo que o comburente seja inevitavelmente conduzido até ao fundo da minha coluna. Permito que o vulcão adormecido vá sendo insuflado, ganhando cor, primeiro laranja brilhante, depois vermelho vivo e cresça. Deixo-me seduzir pela explosão de lava incandescente que se quer erguer. Deleito-me com o quente que aí se forma. Entrego-me às matizes várias desta viagem ao centro de mim, e como é bom.
Fazendo a parte alta do tórax baixar, devolvo o ar ao espaço em torno, fazendo a zona intercostal regressar ao estado anterior e finalmente empurro o abdomen para dentro, espremendo o ultimo reduto de ar que ainda se pudesse encontrar nos pulmões.
O calor que se formou viaja comigo e enquanto o ar sai, ele sobe, fazendo girar vertiginosamente esses centros de energia ao longo da coluna. Subindo e girando, sempre sem parar, trazendo o melhor de mim para a superfície do consciente, aumentando a minha capacidade de reparar nos detalhes ao meu redor.
Experiencio agora abandonar-me sem ar durante alguns instantes, aumentado o calor, a energia e as percepções desse mundo só meu, que não é diferente dos outros à minha volta, que é feito exatamente da mesma matéria.
E recomeço tudo de novo, pois cada bilhete representa sempre uma nova montanha russa dentro de mim, onde os trilhos embora fiquem cada vez melhor decalcados, antevêem sempre uma paisagem melhor.
02 Dezembro 2009
Sobre palavras e leituras

Não há livros morais nem imorais.
Os livros estão bem ou mal escritos.
Simplesmente.
Oscar Wilde.
Das palavras saem odores e gostos.
Nunca sei a que recanto da memória me levará uma página.
À medida que as frases vão passando, cadeias de associações mentais são ativadas.
O frágil sistema indireto da interpretação.
Por mais que o escritor originalmente queira expor uma determinada idéia, a forma final da mensagem moldar-se-á apenas na cabeça do leitor.
Os textos ficam independentes da intenção do seu autor apenas são lidos. (Inclusive quando aquele que os lê é o próprio autor).
Um único livro possui tantas conclusões quantas pessoas o leiam.
O transmitido, aquilo que sobreviva à leitura, depende diretamente da relação entre a mensagem emitida e o passado do leitor. Pois é nos passados (que se transformam em recordações) onde surgirão as divergências de uma mesma mensagem.
Trata-se de uma forma mais de relação humana.
Se o autor vive em cada palavra, se o leitor vibra em cada leitura, a sintonia será estabelecida e a informação correrá do papel aos olhos sem barreiras, como um rio que já conhece o processo do degelo.
Texto extraído do livro "Inspire, y al exhalar escriba!" (Anahí Flores, Rio de Janeiro, 2005).
Tradução: Sonia Monteiro
Imagem: Mulher lendo, de Renoir
01 Dezembro 2009
Pránáyáma, por Daniela Areal

Dou por mim com um olhar distante, imersa em meus pensamentos, alienada de toda noção do espaço e do tempo; contemplando, apenas… contemplando.
Da janela do quarto vejo uma luz brilhante que parece pedir licença para entrar.
Suave, tímida, começa a permitir-se desvendar a sua beleza … Vislumbro então milhares de mini partículas alaranjadas que iniciam uma linda dança pelo ar. Numa valsa aparentemente desconcertada, vejo como parecem bailar longe, aproximando-se num compasso lento de quem quer participar mas sem invadir. É uma festa que se inicia.
Entre rodopios, observo como estas partículas se espalham e ocupam todo o meu aposento. Sinto-me embalada num terno abraço de conforto e satisfação. Fixo a minha atenção no meu corpo e vejo como todos esses minúsculos pontos brilhantes se fundem com a minha pele.
Inspiro profundamente e chamo-os a mim. Aos poucos sinto-os penetrar o meu interior, viajando pelos labirintos respiratórios, chegando ao peito e dele se expandindo por todo o corpo.
Tudo parece tomar o tempo exacto, perfeito... Então, sinto-me envolta de uma energia plena... Sinto que o eu que acreditava ser não é somente... Deixo de ser apenas eu; sou eu e milhares de partículas; eu sou elas, elas são eu.
É a manifestação do prána em mim. Essa energia vital existente em tudo, essa energia biológica sem a qual nenhuma forma de vida seria possível. Essa energia que me faz mover e sentir e me une com tudo o que é.
Calor, luz, electricidade, magnetismo, tudo são manifestações do prána. Através do ar absorvo o prána e para o ar liberto prána.
Inspiro novamente e sinto um acréscimo de vitalidade. Sinto-me tranquila mas com energia, sinto-me realmente bem.
Apercebo-me então, ao tomar consciência da minha respiração, que lhe confiro um ritmo novo e dessa forma se desenvolvem distintas emoções dentro de mim. Decido tomar controlo. Não mais estaem piloto automático; agora sou eu que agarro o leme e conduzo o barco. Assumo conscientemente a regulação dos meus ritmos respiratórios, alternando os níveis de profundidade, deixando-me levar por novos estados de consciência.
Procuro assumir assim o controlo da mente através da gestão do prána. Procuro a intensificação do prána através dos respiratórios.
Neste momento, recordo o que li sobre o domínio do pránáyáma, essa expansão da bionergia através de respiratórios: como o seu objectivo último é unir o prána ao apána conduzindo-o pela sushumna nadí até ao alto da cabeça. Através desse domínio seria possível o despertamento da adormecida Kundaliní, essa energia ígnea, física, de natureza neurológica e manifestação sexual.
Não posso deixar de me deleitar ao tomar consciência do poder maravilhoso que tenho em mãos para ser mais, para me conhecer mais, para crescer mais, para dar mais. Tudo são técnicas, tudo pode ser aprendido, tudo pode ser desenvolvido...
Segundo Patañjali a meta do Yôga é atingir o samádhi, um estado de hiperconsciência e mega lucidez que proporciona o autoconhecimento. Segundo Sivananda nenhum samádhi é possível sem o despertamento da kundaliní.
Tomando as rédeas da inspiração (púraka), expiração (rêchaka) e retenção (kúmbhaka) e com a utilização de bandhas tenho o poder de inflamar esta serpente ígnea e empurrá-la para cima até chegar ao resultado desejado. Exige muita disciplina, exige muita prática, mas é possível atingi-lo com segurança e com prazer.
Com uma alimentação apropriada (sem carnes ou uso de álcool), com a devida reeducação emocional e mental, e com a purificação interna e aprendizagem das técnicas correctas tenho ao meu alcance a possibilidade de despertar este fogo interior e elevá-lo do múládhára chakra (esse centro de energia situado na base da coluna) até ao sahasrara chara situado no alto da cabeça.
Tudo pode ficar claro, como que evidente. Tudo se pode tornar simples e lógico. É a fusão plena com o universo, o amor incondicional a envolver-nos por completo, é a noção que tudo faz sentido, tudo tem uma razão de ser. É a possibilidade de compreender, de saber, de viver... plena, profundamente.
Sorrio com a viagem que acabo de fazer, com a meta que acabo de traçar, com o desejo que vejo em mim brotar.
E então debruço-me sobre a janela. E fico a contemplar... a luz que entra, as partículas que dançam, a valsa que toca, e deixo-me levar pela festa que se inicia.
25 Novembro 2009
Sat sanga e Yôga-Cine. 27 de NOV às 20h
Titulo Original: The Pursuit Of Happyness (2006)
Realização: Gabriele Muccino
Intérpretes: Will Smith, Jaden Smith, Thandie Newton
Sinopse
Chris Gardner (Will Smith) é um vendedor, que apesar do seu talento, luta desesperadamente por conseguir sustentar a família. Sem aguentar a pressão financeira que se instala na família a mulher (Thandie Newton) acaba por deixá-lo a criar sozinho o filho de ambos (Jaden Smith), na altura com cinco anos.
Com o sonho de uma vida melhor, Chris decide aceitar um estágio não remunerado numa prestigiada corretora na esperança de conseguir emprego no final e um futuro promissor. No entanto, sem remuneração, as suas dívidas acumulam-se e levam a que os dois sejam despejados do apartamento onde vivem em S.Francisco e tenham de recorrer a todos os refúgios possíveis para passar as noites...
Apesar de todos os obstáculos Chris continua a honrar o seu compromisso como pai carinhoso e atencioso, usando o afecto e confiança do seu filho como um ímpeto para ultrapassar todos os desafios que se levantam.
Um filme fantástico, baseado na história verídica de Chris Gardner, que nos mostra como a perseverança vence todos os obstáculos e nos demonstra o poder do querer e a força do acreditar!
Nesta sexta às 20h. Vamos antes do filme vocalizar divertidos mantras!
Vem desfrutar de momentos de divesão, reflexão e inspiração com teus amigos!
23 Novembro 2009
Meditação: 23 OUT às 21h
Venha hoje às 21h e aprenda com o instrutor João Pedro como otimizar cada vez mais essa poderosa ferramenta que desenvolverá cada vez mais a sua capacidade de concentração, foco, concretização de objetivos mas, principalmente, estimulará a intuição e o conduzirá para mais perto da meta do Yôga.
Para saber mais sobre meditação, leia o capítulo "meditação" do livro Tratado de Yôga do Mestre DeRose.
Uma proposta de relaxamento
Se realizarmos a descontracção corporal, emocional e mental antes de dormir, estamos economizando tarefas nas horas de sono, que assim se poderão aproveitar melhor para outros fins.
Deite-se na sua cama, numa posição confortável, e feche os olhos. A partir de agora e por muitas horas, vai se encarregar de descansar profundamente, para que no dia seguinte possa contar com um maior caudal de energia.
Os primeiros minutos esteja desperto e lúcido. Passado esse tempo, deixe-se levar pelo sono até à manhã seguinte.
Oriente toda a sua atenção para a respiração e região abdominal. Cada vez que exalar, sinta o movimento do abdómen que desce e solte todo o seu corpo. Leve a consciência até ao seu braço direito, e solte-o. Isto ocorrerá graças a uma ordem mental, sem necessidade de movimentos corporais. Permaneça sempre imóvel. Concentre-se na perna direita e repita o procedimento de soltar e afrouxar a musculatura. Passe a atenção para a perna esquerda, que também se soltará profundamente. Então, é o momento do braço esquerdo. Cada centímetro desse braço ingressará no estado de relaxamento. Finalizando o círculo, concentre-se na cabeça e relaxe-a também. Abandone especialmente a musculatura facial, que costuma acumular tensões e gestos durante o dia agitado.
Neste instante está no ponto de adormecer. O seu corpo já está descontraído ao máximo. Aproveite os últimos minutos do dia para fazer uma revisão de todo o que realizou. Pense no momento presente. Logo, no instante em que se acomodou na cama para fazer este exercício. Recorde depois a última coisa que fez antes de se deitar. E ligue essa recordação com a sua acção anterior. Percorra desta forma o seu dia completo, até chegar ao instante em que abriu os olhos pela manhã. Então, durma profundamente.
Ao repassar mentalmente o dia completo, deixe de lado a recordação das tarefas realizadas, com os seus respectivos compromissos e emoções. Dessa maneira não ocuparão a sua mente enquanto dorme. Por outro lado, estará a treinar a memória e avaliando tudo aquilo que realizou nas últimas horas.
No dia seguinte, levante-se com maior disposição, mais relaxado, feliz e vital. Antes de abrir os olhos, sorria.
17 Novembro 2009
Birds on the wires 2
Entretanto, o que mais me tocou foi o fato de, ao se deparar com uma inspiração, ao invés de deixar esse estímulo de lado, o artista realizou algo belo e compartilhou a sua realização com todos. E assim, pudemos nós também desfrutar desse momento.
Birds on the Wires from Jarbas Agnelli on Vimeo.
Agora, o próprio autor conta a história no TEDx-SP. Vale a pena conferir:
Um exemplo de como podemos realizar coisas belas...
Eventos: Dia 18 de novembro. Sat chakra às 21h15min!

Nesta quarta teremos um evento gratificante, aprazível e que nos une rumo à nossa evolução.
Os participantes devem trazer flores e frutas, que serão presenteados aos colegas no final da prática.
Confira algumas palavras retiradas da gravação desta prática, do DeRose, que explanam um pouco melhor o que é o sat chakra:
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Sat chakra: círculo de energia. A gravação foi feita em 1975 na Índia, às margens do Ganges em Rishkêsh nos Himalayas, ao redor dezenas de templos e mosteiros. Nas encostas das montanhas geladas as cavernas dos saddhus, que são os Yôgis que vivem retirados. Não muito distante um grupo de monges se banham no rio sagrado envolvendo a atmosfera com seus mantras cheios de harmonia, beleza e força. O Sol se põe esparramando raios de luz alaranjada como as vestes dos swamis.
Essa prática, entre outros objetivos, visa treinar a faculdade de comunicação a distância para permutar força, conhecimento e afeto. Denomina-se sat chakra de confraternização e deve ser realizada no horário da corrente macro cósmica, pode ser feita todos os dias, entretanto na terceira quarta feira de cada mês reúnem-se mentalmente centenas de milhares de instrutores e praticantes de SwáSthya Yôga, cada um na sua cidade, no seu núcleo de Yôga ou na sua casa. Todos sincronizados para fazer o mesmo mantra e a mesma mentalização rigorosamente ao mesmo tempo embora separados fisicamente por muitos quilômetros. Já imaginou a força produzida por uma corrente assim?
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Então, vem participar conosco, nesta quarta-feira dia 18 às 21h15!
Foto extraída do blog do instrutor Marco Carvalho. Sat chakra de encerramento do Festival de Florianópolis de 2008.
10 Novembro 2009
Sankalpa - Echoes from ancient times
Esse grupo é formado por instrutores de SwáSthya do Porto que agora lançam o seu primeiro cd.
Mantendo-se fieis a tradição milenar do mantras, o Sankalpa preserva a cultura da melodia ancestral conjugando-a com uma roupagem moderna, o que lhe confere um estilo bem particular.
Se é mantra para praticar ou música para curtir, não importa... o trabalho deles ficou muito bom!
Actualmente a banda é formada por: Diogo Tigre, Marco Silva, Gu Pelicano e Thiago Duarte.
Para quem ainda não conhece, fica o vídeo abaixo e o convite a todos para assistirem ao Sankalpa na sexta-feira às 21h na Alfândega do Porto, como parte da programação da Gala DeRose.